sexta-feira, 15 de junho de 2012

A assessoria de imprensa de Luiz Inácio Lula da Silva informou que o tratamento contra o câncer de laringe ao qual o ex-presidente foi submetido deu resultado e que exames indicaram que não há mais mais vestígios da doença. “O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi internado na última quarta-feira, dia 13 de junho, para retirada do cateter subcutâneo implantado há sete meses, por meio do qual recebeu o medicamento quimioterápico que fez parte do bem-sucedido tratamento para curar o câncer de laringe diagnosticado em outubro do ano passado. Foi submetido a exames e a uma biópsia, que confirmaram não haver mais nenhum vestígio da doença”, informa a nota divulgada no início da tarde de hoje (14). De acordo com a assessoria, Lula deverá limitar as atividades na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável - Rio+ 20. Os médicos determinaram que ex-presidente poupe a voz nos próximos dias em razão da sobrecarga de exames, feitos ontem, na laringe. “O ex-presidente reduzirá as atividades que demandem o uso contínuo da voz na Rio+20 e cancelou a sua participação, no sábado, na inauguração da Arena Socioambiental. Sua prioridade, agora, é seguir as recomendações médicas para se restabelecer definitivamente dos efeitos colaterais do duro tratamento a que foi submetido nos últimos meses”. Edição: Vinicius Doria


A assessoria de imprensa de Luiz Inácio Lula da Silva informou que o tratamento contra o câncer de laringe ao qual o ex-presidente foi submetido deu resultado e que exames indicaram que não há mais mais vestígios da doença. “O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi internado na última quarta-feira, dia 13 de junho, para retirada do cateter subcutâneo implantado há sete meses, por meio do qual recebeu o medicamento quimioterápico que fez parte do bem-sucedido tratamento para curar o câncer de laringe diagnosticado em outubro do ano passado. Foi submetido a exames e a uma biópsia, que confirmaram não haver mais nenhum vestígio da doença”, informa a nota divulgada no início da tarde de hoje (14). De acordo com a assessoria, Lula deverá limitar as atividades na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável - Rio+ 20. Os médicos determinaram que ex-presidente poupe a voz nos próximos dias em razão da sobrecarga de exames, feitos ontem, na laringe. “O ex-presidente reduzirá as atividades que demandem o uso contínuo da voz na Rio+20 e cancelou a sua participação, no sábado, na inauguração da Arena Socioambiental. Sua prioridade, agora, é seguir as recomendações médicas para se restabelecer definitivamente dos efeitos colaterais do duro tratamento a que foi submetido nos últimos meses”.


fonte: agenciabrasil

Edição: Vinicius Doria

terça-feira, 12 de junho de 2012

Brasil desenvolve vacina contra esquistossomose e promete imunização mundial em até cinco anos




O Brasil criou e vai produzir a vacina contra esquistossomose, doença crônica causada pelo parasitaSchistosoma encontrado em áreas sem saneamento básico. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou hoje (12), no Rio de Janeiro, os resultados dos testes clínicos de segurança da vacina desenvolvida pelo Laboratório Esquistossomose Experimental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). A descoberta é, na avaliação da Fiocruz, um grande feito dos cientistas brasileiros, uma vez que a doença afeta 200 milhões de pessoas em áreas pobres e tem potencial para atingir um universo de 800 milhões de pessoas expostas aos riscos de contágio no Brasil (principalmente no Nordeste e em Minas Gerais), nos países africanos e na América Central. A esquistossomose é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a segunda doença parasitária mais devastadora, atrás apenas da malária. “É uma doença dos países pobres, associada à miséria”, resume Miriam Tendler, chefe do Laboratório Esquistossomose Experimental em entrevista à Agência Brasil. Ela calcula que, no prazo máximo de cinco anos, seja possível imunizar a população dos locais onde ocorre a endemia. O anúncio feito no Rio é relativo à fase de testes de segurança e eficácia da vacina - exigidos antes da liberação para produção em grande escala. Vinte voluntários participaram dos testes no Brasil que confirmaram a segurança da vacina, cuja eficiência já havia sido comprovada em laboratório com mamíferos. “A gente tem informações associadas à eficácia que são a imunogenicidade. Ela induziu uma excelente resposta imunológica, que é o que queremos dos indivíduos vacinados”, disse Miriam Tendler. Segundo a pesquisadora, além de eficiente, “é uma vacina segura”. Para ela, “essa segurança é o maior atributo de uma vacina. Só a partir da confirmação da segurança é que se pode fazer testes em mais larga escala”, explicou. Os testes em larga escala serão feitos no Brasil e na África. As pesquisas para produção da vacina contra esquistossomose tiveram início em 1975 na Fundação Osvaldo Cruz. Na primeira década de pesquisas, os cientistas brasileiros conseguiram identificar o princípio ativo que poderia exercer efeito farmacológico contra o parasita. Na segunda década de trabalho foi identificada a proteína (S14), também presente em outros parasitas. Essa constatação dá a possibilidade de se produzir uma vacina polivalente – ou seja, que serve para a prevenção de outras doenças parasitárias, inclusive aquelas que atingem gado de corte. Na década de 1990, o Brasil deposita a primeira patente com as descobertas e nos anos 2000, por meio de parceria público privada (PPP) e com apoio da Financiadora de Projetos (Finep) cria-se um modelo de negócio que permitiu a industrialização da vacina cuja segurança foi anunciada hoje. Miriam Tendler calcula que os resultados já poderiam ter sido obtidos há dez anos e atribui a longa trajetória da pesquisa a problemas de descontinuidade de financiamento e de arranjo institucional. “Para você efetivamente fazer um produto de dentro de uma instituição acadêmica é uma coisa muito complexa e complicada. Então as parcerias [PPP, possíveis após a Lei nº 11.079/2004] são fundamentais.” A pesquisadora não sabe quanto custou o desenvolvimento da vacina ao longo de mais de três décadas. A esquistossomose (também conhecida no meio científico como bilharzíase) é causada por seis espécies do parasita Schistosoma. O ciclo típico da doença tem início com a contaminação da água por fezes humanas infectadas com ovos do parasita transformados em miracídios (larvas). Essas larvas contagiam caramujos, se multiplicam, voltam à água e infectam as pessoas pela pele. As pessoas contaminadas podem sentir dores de cabeça, fraqueza, falta de ar, dor abdominal, diarreia e tosse com sangue. A doença pode afetar o fígado, os rins, a bexiga, os pulmões, a medula e o cérebro e levar à morte. O tratamento é feito com medicamentos antiparasitários. Mesmo após o tratamento é possível nova contaminação.

fonte: agenciabrasil