terça-feira, 9 de agosto de 2011

Diálogo Social e Participação Cidadã


Na última quinta-feira (4), Elisângela Araújo, coordenadora Geral da FETRAF-BRASIL participou do III Encontro “Política Externa, Diálogo Social e Participação Cidadã” com os Ministros Gilberto Carvalho, e Antonio Patriota, na Sala San Tiago Dantas, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Na ocasião, Antonio Patriota, ministro das Relações Exteriores, expôs o processo de cooperação do Brasil com os países asiáticos e da América Latina e, como o debate sobre paz, democracia, inclusão social e produtiva tornaram o país referência mundial, sendo a base da política externa brasileira.

A Rede Brasileira de Integração dos Povos (REBRIP) ressaltou a atuação do governo em garantir a participação social em espaços internacionais de discussão como na Organização Mundial do Comércio (OMC), G-20, Conferências, como a do Clima em Copenhague, em 2010, e a participação do Brasil, nas Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Elisângela Araújo, em discurso, pontuou como agenda positiva do Brasil, o debate sobre a questão do desenvolvimento soba perspectiva da inclusão social e produtiva como ferramenta para acabar com a fome e, sugeriu discussão sobre a participação da agricultura familiar num espaço permanente.

“No Brasil, a agricultura que todos conhecem é a empresarial, mas é a agricultura familiar que tem papel estratégico para erradicação da miséria. Por isso, é importante discutir a criação de um espaço permanente do setor nesse ambiente de diálogo já que a participação social contribui e muito para a referência mundial que o Brasil se tornou”.

O evento contou com a participação de mais de 40 movimentos e organizações da sociedade civil.


fonte: fetrafbrasil

Governo promete quitar dívidas antigas do leite


O governo do Rio Grande do Norte anunciou que quitará amanhã os valores atrasados do Programa do Leite. Os produtores de leite de cabra receberão R$ 277.132,70 em parcela única. Já os produtores de leite de vaca receberão 4,57 milhões - referentes a quatro quinzenas de produção de leite. O valor será dividido em três parcelas iguais de R$ 1.524.728,81, pagas nos meses de agosto, setembro e outubro. A dívida, porém, pode ser bem maior. De acordo com Francisco Belarmino, vice-presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do RN (Sindleite), ela gira em torno de R$ 8 milhões. "O governo, na gestão passada, devia R$ 11 milhões ao programa. A gestão atual pagou uma parte dessa dívida. No entanto, acredito que ainda resta algo em torno de R$ 8 milhões ou R$9 milhões".
Pelos valores anunciados, Belarmino desconfia que as indústrias, também afetadas pelo atraso do repasse, não tenham sido incluídas no pagamento. Lirani Dantas, presidente do Sindicato dos Produtores de Leite, Carne e Derivados (Sinproleite), confirma que a dívida total é de R$ 8,5 milhões e não R$ 4,8 milhões, valor que será pago amanhã. Nem Belarmino nem Lirani tinham sido informados do pagamento. "Pelo que a gente observa, o valor anunciado pelo governo contempla apenas os produtores. Isso resolve apenas parte do problema. O atraso no repasse atinge toda a cadeia, e não só os produtores. A indústria está descapitalizada e tem deixado de comprar leite dos pequenos produtores", completa Lirani Dantas, que representa os produtores de leite do estado. Lirani lembra que o parcelamento foi negociado em abril, mas o recurso só vai ser liberado agora. "De qualquer forma, esperamos que o acordo seja cumprido. Não acreditamos mais em promessa". Os dois lembraram que a promessa do governo era quitar toda a dívida em três parcelas, sendo que a primeira seria paga em julho e não em agosto. A equipe de reportagem tentou entrar em contato com Ronaldo Cruz, diretor da Emater, responsável por realizar os pagamentos, para saber se ainda resta algum débito, mas não obteve êxito. O atraso no pagamento do programa do leite é apontado como principal razão para a desaceleração do setor. O RN produzia cerca de 600 mil litros de leite diariamente. Com o atraso, o volume caiu para 450 mil. Atrasando o pagamento, o governo do Estado, principal comprador de leite, provocou um efeito dominó, atingindo toda a cadeia produtiva. Para não perder o leite, produtores estão procurando queijeiras e vendendo leite in natura porta a porta com o preço abaixo do praticado pelo mercado, segundo Lirani Dantas, do Sindicato dos Produtores de Leite, Carne e Derivados (Sinproleite). Além do atraso no pagamento, os produtores também tem de lidar com a defasagem do preço. "Tudo isso tem desestimulado o setor", afirma Lirani. Muitos produtores, segundo ele, desistiram de produzir. Outros, se mantém no negócio por falta de opção.


FONTE: tribunadonorte

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Regularização fundiária será pauta de protestos de quilombolas nos próximos meses

Grupos remanescentes de quilombos de vários lugares do país prometem marcar os próximos meses com atos de protesto em todos os estados em defesa do reconhecimento do território desses povos. A série de manifestos que ainda não tem cronograma divulgado foi uma das definições do 4º Encontro Nacional das Comunidades Quilombolas, que começou na última quarta-feira (3), no Rio de Janeiro, e reuniu quase 500 representantes do movimento.

Maria Rosalina dos Santos, integrante da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), explicou que nos últimos três dias os grupos discutiram soluções sobre sete temas considerados mais importantes para os quilombos, como segurança, saúde e educação. Mas, segundo ela, o debate sobre a regularização fundiária das terras quilombolas acabou se confirmando como o grande impasse para o grupo.

“Esse é o mais grave e mais urgente para as comunidades quilombolas do Brasil porque as demais políticas públicas dependem da regularização fundiária. E é um processo muito lento. Existem vários entraves que dificultam a efetividade dessa política nas comunidades”, explicou a representante do Piauí.

Maria Rosalina destacou que sem o título das terras, os quilombolas não têm acesso a qualquer outra política pública.

“Com muita luta temos conseguido, por meio da certidão da Fundação Palmares, a implementação de algumas ações, mas só com ações não se resgata dignidade e cidadania. A gente quer de fato a política implantada na comunidade. Vamos fazer vários atos nos estados para incomodar a gestão pública em todas as esferas para esse olhar específico”, acrescentou.

De acordo com dados da Conaq, 3,5 mil comunidades quilombolas já foram oficialmente reconhecidas no país, mas a estimativa é que elas ultrapassem 5 mil. A coordenação ainda aponta que apenas 120 títulos foram emitidos até hoje, regularizando cerca de 987 mil hectares em benefício de 108 territórios, 189 comunidades e 11,9 mil famílias quilombolas.

O advogado Onir de Araújo, que integra o Movimento Negro Unificado (MNU) e a Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas, ainda lembra que “o Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária] só titulou oito comunidades nos últimos oito anos”.

A Frente Nacional foi responsável por outra das definições do encontro: uma marcha nacional que será realizada em Brasília, no próximo dia 7 de novembro, para “barrar duas ameaças aos quilombolas: uma ação direta de inconstitucionalidade impetrada pelo Democratas e um projeto de decreto legislativo do deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC) que pretendem tornar inválido o Decreto 4.887/2003 (sobre identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos). “Tem um ataque no Judiciário e outro no Congresso que vão ser definidos agora, neste semestre. Isso vai significar um retrocesso absurdo para a luta dessas comunidades que estão em situação de precariedade total”, disse Onir de Araújo.


fonte: agenciabrasil

Secretário executivo do Ministério da Agricultura pede demissão

O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Milton Ortolan, pediu demissão hoje (6), depois de ter o seu nome ligado a denúncias de relações com lobistas, publicadas pela revista Veja.

Em nota publicada no site do ministério, Ortolan repudia as informações e diz não ser conivente com irregularidades e desvios de recursos no ministério.

“Não participei e nem compactuo com ilegalidades. Tenho 40 anos de serviço público. Jamais fui acusado de conduta irregular”, diz Ortolan em nota.

Ele pede ainda que sejam feitas investigações “em todos os níveis considerados necessários”.

“Coloco-me à disposição das autoridades competentes para prestar quaisquer esclarecimentos. Tenho a consciência tranquila e provarei minha inocência.”

Mais cedo, a assessoria do Ministério da Agricultura já havia divulgado nota assinada pelo ministro Wagner Rossi em que ele repudiava as informações da reportagem da revista Veja.

A revista cita Júlio Fróes e o acusa de fazer lobby com o conhecimento e o aval do ministro Wagner Rossi. Segundo a matéria, ele era responsável por intermediar negócios e cuidar de processos de licitação, redação de editais e escolha de empresas prestadoras de serviços à pasta.

Fróes, diz a matéria, foi apresentado a funcionários do ministério, pelo então secretário executivo Milton Ortolan, como homem de confiança do ministro Rossi.



FONTE: agenciabrasil

sábado, 6 de agosto de 2011

Lei Maria da Penha completa cinco anos amanhã


Criada para tornar mais rigorosa a pena contra quem agride mulheres, a Lei 11.340/2006, mais conhecida como a Lei Maria da Penha, completa amanhã, dia 7, cinco anos de criação. A data chama atenção para quais benefícios foram promovidos pela nova legislação e o que deveria ter saído do papel. A mudança no tratamento entre homens e mulheres, desde abril de 2006 quando foi sancionada, é possível ser medida pelo número de registros, divulgados pela Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SPM). Foram 1.952.001 atendimentos nesse período, em todo país, por meio da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180. Deste total, 434.734 - 22,3% - se enquadram na Lei Maria da Penha.De janeiro a junho deste ano, a Central de Atendimento à Mulher contabilizou 293.708 atendimentos. No período foram registrados 30.702 relatos de violência. Desse total, 18.906 foram de violência física; 7.205, de violência psicológica; 3.310, de violência moral; 513, de violência patrimonial; 589, de violência sexual; 153, de cárcere privado; e 26, de tráfico de mulheres.
Os estados que mais denunciaram os maus tratos às mulheres foram São Paulo (44.499 ligações) e Bahia com 32.044 ligações. Dados da Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 - apontam o Rio Grande do Norte em 18º lugar no ranking nacional, em relação ao número de denúncias e o 10º em população feminina. A central traçou ainda um perfil das vítimas, em geral são mulheres com idade entre 20 e 40 anos (64%), de cor parda (46%), que convivem com o agressor há mais de dez anos (40%). Cerca de 60% das v´timas afirmaram não depender financeiramente do agressor. O estudo mostra ainda que a violência é praticada diante dos filhos (65%). A Coordenadoria de Direitos da Mulher e das Minorias (Codimm), vinculada à Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), registrou no ano passado, 8.129 Boletins de Ocorrências, registradas nas Delegacias Especializadas de Atendimento a Mulher, nas unidades Zona Sul e Zona Norte, da capital, Mossoró, Parnamirim e Caicó. Não é possível, entretanto, detalhar quais casos se deram em função da lei 11.340/2006. De acordo com os Boletins de ocorrências, os casos mais freqüentes são ameaça e lesão corporal. Mas para quem faz parte das estatística ainda há um longo caminho para que, de fato, a lei seja cumprida. A dona de casa Edineide da Silva, 40 anos, vítima de agressão e perseguição por parte do ex-marido garante que na prática a cultura em relação a vítima pouco mudou. "As pessoas ainda encaram a violência como briguinha de marido e mulher. Não vêem como crime", lamenta.Separada há um ano, a moradora de Felipe Camarão conta que perdeu o emprego como ASG em uma escola da rede privada, após perseguição do marido. "Ele invadiu a escola que eu estava trabalhando, me ameaçou e rasgou a minha farda. Houve flagrante. Mas tenho dificuldade de encontrar duas testemunhas para levar o caso adiante, na justiça", desabafa. Na Delegacia da Mulher, na Ribeira, onde Edineide recebe orientação já há outros dois boletins de ocorrências registrados por agressão física. "Vivo com medo. A Lei Maria da Penha ajuda bastante, mas ainda tem muito que melhorar. Há a lei, mas não temos justiça", disse. A dona de casa quer requerer na justiça ainda o direito a pensão alimentícia para os três filhos e indenização, por ter provocado a demissão.A TRIBUNA DO NORTE tentou, sem sucesso, durante todo o dia de ontem contato com representantes do governo do Estado para conhecer os números, estrutura e avaliar como tem sido a efetivação da lei nos últimos cinco anos no Rio Grande do Norte. Na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, na Ribeira, a delegada de plantão se negou a dar qualquer informação, alegando que as entrevistas seriam com a Codimm. No local, poucos funcionários se detinham ao trabalho burocrático e de consulta à vítimas. Enquanto esteve na repartição, nenhum policial foi encontrado. Algumas pessoas aguardavam desde a manhã por atendimento. Na Codimm, a única pessoa autorizada a dar entrevistas, a coordenadora geral Francisca Erlândia Passos, estava viajando e não atendeu e nem retornou as ligações. A assessoria técnica do órgão por sua vez informou os números de ocorrências registradas.


fonte: tribunadonorte

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Agricultores familiares terão facilitadores para compra de terras

Nesta terça e quarta-feira (2 e 3 de agosto) o Centro Diocesano em Itapeva, sedia o Seminário Regional do Projeto de Promoção e Adesão ao Crédito Fundiário. Coordenado pela FETRAF-BRASIL, o projeto é desenvolvido em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário por meio da Secretaria de Reordenamento Agrário (SRA/MDA).

Com o objetivo de instruir os assessores técnicos quanto ao funcionamento do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) para que possam auxiliar os agricultores familiares em todo o processo da compra da terra e fomento para atividade produtiva, o projeto, com a realização de seminários e atividades de capacitação, visa promover o desenvolvimento da política pública.

Para Marco Antonio Augusto Pimentel, coordenador do Projeto e secretário de Finanças da FETRAF-BRASIL, os movimentos sociais precisam cada vez mais se preparar para ajudar na construção das políticas públicas, em especial do crédito fundiário.

“Com esse seminário nossa intenção é apontar direções para que numa parceria entre movimentos [social e sindical], governo federal e Unidades Técnicas Estaduais (UTEs) possamos de fato, viabilizar o acesso ao crédito. Ele é uma política que engloba tudo. O sonho da casa própria, da produção, do desenvolvimento, da oportunidade para os jovens”, explicou Pimentel.

Durante o seminário, que contou com a presença de representantes do Banco do Brasil, UTEs de Minas Gerais e São Paulo, e assessores técnicos dos referidos estados e de Santa Catarina, foram expostas as dificuldades que os agricultores familiares enfrentam para acessar o PNCF. Dentre elas, a falta de informação dos produtores sobre o funcionamento do Programa e, regularização das famílias que acessaram o Banco da Terra.

No que se refere ao Banco da Terra, política criada em 1998, que possibilitava a aquisição da terra e a implantação da atividade produtiva para grupos, Nivaldo de Siqueira Gomes, presidente da Federação da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (FAF/SP), aponta para a necessidade de regularizar a situação das famílias do BT nos moldes do PNCF.

“O Banco da Terra era uma política de substituição à reforma agrária estabelecida no modelo produtivo por meio de projetos coletivos onde o agricultor não tinha liberdade para diversificar a produção e detinha-se ao que o projeto determinava. Nós sempre fomos contra a implantação dessa política. Hoje, precisamos resolver a situação das famílias que de certa forma estão abandonadas, não tem crédito, assistência técnica. Tocam como podem a produção”, explicou.

Ao explicar a situação da UTE em São Paulo, Andiara Altomare, relembrou que assim como a FAF/SP, a UTE também foi contra o Banco da Terra, que foi operacionalizado pela Força Sindical e alguns sindicatos. Somente a partir de 2005, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) procurou a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) para que nos moldes do PNCF o Instituto operacionalizasse o programa.

Por meio de contrato assinado entre Ministério e Itesp em 2009, o Instituto recebe recurso repassado pela Caixa Econômica Federal para fazer a regularização [social e renegociação de dívidas] e, a revitalização, que consiste na prestação de serviço de assistência técnica às famílias do BT e PNCF. Hoje, o Itesp conta com 15 técnicos para atendimento específico dessas famílias em todo o estado e, embora disponha do recurso, enfrenta junto à CEF barreiras para acesso, já que a mesma não sabe como operacionalizar o montante.

Ao todo, o estado de São Paulo, conta com o passivo de 2 mil famílias do Banco da Terra. O PNCF desde 2005, apresenta demanda no total de 1.600 famílias, das quais apenas 600 obtiveram acesso ao crédito fundiário.

De acordo com Andiara, três fatores principais impedem que famílias tenham o benefício do crédito, sendo a disputa do mercado de terras; a inadimplência com instituições financeiras e/ou irregularidades com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e; por último, qualidade de projetos.

Assim como em São Paulo, a UTE Minas também encontra dificuldades no que se refere a quantidade insuficiente de técnicos. Atualmente, a UTE Minas conta com 12.

Segundo Vanessa Gaudereto, da UTE mineira, o excesso de burocracia na análise das propostas nas agências bancárias também é fator que atrasa o andamento do processo. Muitas vezes, uma proposta demora cerca de dois anos para ser atendida.

Santa Catarina

Nos dias 21 e 22 de julho, o seminário de capacitação dos técnicos ocorreu em Santa Catarina. Na mesma dinâmica, lideranças regionais e assessores técnicos participaram da atividade de capacitação.



fonte: fetraf.org.br

Plenária sobre segurança alimentar e nutricional


No anexo II do Palácio do Planalto, acontece nesta quarta-feira (3), a XXIV Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). A reunião, que homenageia a eleição de José Graziano, como diretor Geral das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), também discute o papel da saúde ao alcance e dependente da segurança alimentar.

Ao denominar sua vitória como coletiva na eleição para o cargo de diretor Geral da FAO em junho deste ano, Graziano, elencou ‘tarefas’ que precisam ser realizadas. “Primeiro é necessário ter clareza do porquê ganhamos (a eleição). Hoje, quem trabalha fora do país, nota uma mudança fundamental”.

Segundo Graziano, “o Brasil é referência de um país de sucesso e a referência de um político, um presidente [Luis Inácio Lula da Silva] reconhecido pelas políticas de sucesso, é a nova cara do Brasil. Essa foi a grande razão da vitória. A expectativa que o Brasil representa no mundo de encontrar um novo caminho de desenvolvimento, onde ele pode ser a ponte entre os países desenvolvidos e o novo processo”.

Num segundo momento, em que Graziano, nomeou de qualificação da vitória, o diretor explica que como ganhou a eleição com a diferença de apenas um voto, demonstra a coletividade e o esforço de políticos brasileiros, da participação do Brasil nos espaços de discussão nos fóruns internacionais, conselhos, as ações no G-20 e agora, o Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], que patrocinaram e fizeram campanha, assim como da militância petista, e da união da América Latina e Caribe.

Para Graziano, o Brasil está no limiar da virada institucional, onde deixa de ser um pais receptor de ajuda internacional e passa a ser doador.

“É essa a expectativa criada em torno do Brasil e nós temos que começar essa virada do mesmo jeito que conseguimos superar a dicotomia entre programas emergenciais e programas estruturais. Nós temos conseguido impor essa a ideia de que ao fazer a ajuda humanitária nós temos que criar condições de fazer a recuperação dos povos em situação de vulnerabilidade, criando condições de trabalho para que ele possa superar as dificuldades”, explicou.

No que se refere a participação da sociedade civil no processo de construção de uma política interna e externa com a atuação brasileira, Elisângela Araújo, coordenadora Geral da FETRAF-BRASIL, apontou para a importante oportunidade de ver o Brasil, numa posição de contribuinte para com nações que estão em situação de pobreza. “Todos nós estamos de parabéns por essa riqueza, por esse momento de construção e proposições políticas internas e externas.

“A nossa contribuição nesse diálogo nos fortalece, no sentido de garantir as grandes políticas sociais que devem ser efetivadas no Brasil e no mundo. A agricultura familiar brasileira está orgulhosa em ter esse espaço na FAO e, acreditamos muito na capacidade de Graziano, na inovação e construção desse novo momento. Com a contribuição de outros atores sociais e do coletivo do governo brasileiro muito mais será feito para termos outra realidade no Brasil e no mundo.

Participaram da a XXIV Plenária do Consea Tereza Campelo, ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Luiza Barrios, ministra Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Nazareno Fonteles, deputado Federal, presidente da Frente Parlamentar de Segurança Alimentar.

No decorrer da tarde, a Plenária continua com a presença de Alexandre Padilha, ministro da saúde.


fonte: fetraf.org.br

terça-feira, 2 de agosto de 2011

LUTO NA EDUCAÇÃO DE SANTO ANTONIO: MORRE A PROFESSORA ROSELÂNIA MIGUEL





É com muito pesar que o SINTRAF de Santo Antonio, comunica o falecimento da Professora Roselânia Maria Miguel , ocorrido na tarde de ontem em um hospital em Natal.
Roselânia que durante toda a sua vida,dedicou-se a educação de nosso município , irá fazer uma grande falta para todos nós.
O Sintraf de Santo Antonio , vem por meio deste nosso espaço, solidarizar-se com toda a família , parentes e amigos de nossa amiga Roselânia e também em especial o nosso companheiro Francicarlos Santos , que é genro da mesma.
Que o Senhor possa confortar toda a família , que neste momento chora a falta dessa ente querida e que Deus possa colocá-la em um bom lugar.

ATENCIOSAMENTE: DIREÇÃO DO SINTRAF DE SANTO ANTONIO

domingo, 31 de julho de 2011

O deficit americano e o melão do RN


Obama deveria agradecer ao Brasil todos os dias pelo dinheiro que o Governo brasileiro tem investido regularmente e de forma crescente em papéis (títulos da dívida pública). Mas, por outro lado, todos os dias os produtores de melão do Rio Grande do norte pedem que Obama nos dê uma "forcinha", em muito menor escala, mas no mesmo sentido e intensidade que o Governo brasileiro tem dado ao Banco Central daquele país.
De forma surpreendente é o Brasil hoje um dos maiores credores de títulos da dívida pública norte-americana. Já estamos investindo, ou seja, já enviamos para lá US 211,4 bilhões no acumulado até o mês de maio desse ano. Pouco? Aumentamos em apenas um ano nossas aplicações em mais de 30%, constatando que o Brasil é um dos países que mais acredita nessas aplicações, visto que em maio de 2010 tínhamos "apenas" US 161,5 bilhões ali aplicados: em doze meses aumentamos nossas aplicações em US 49,9 bilhões, equivalentes a mais de 1.000 vezes as exportações de melão do Estado.Quando comparamos esses números com o nosso comércio exterior a distância é exageradamente desproporcional, enquanto as cifras federais contam-se em bilhões de dólares, as cifras estaduais limitam-se a milhões de dólares: em 2010 o Rio Grande do Norte exportou US 45,7 milhões em melão, sendo praticamente todo direcionado para os países europeus tendo em vista existência de barreiras alfandegárias que oneram nosso produto na exportação para os Estados Unidos: no período de safra nacional, quando mais ninguém produz melão no mundo, exceto o Nordeste brasileiro, o importador norte-americano é sobretaxado, ou seja, perde toda competitividade se tentar comprar os produtos norte-riograndenses.Uma outra dúvida que fica é se precisamos realmente financiar os Estados Unidos. Ao comprarmos títulos dívida pública estamos financiando as contas estrangeiras. Mas, o que justificaria o Brasil ser o 5º maior credor mundial de títulos norte-americanos (ficamos atrás da China, de um bloco de países exportadores de petróleo, além do Japão e da Grã-Bretanha): mania de grandeza, aplicação financeira ou puro companheirismo? Os demais países investidores têm uma economia bem mais fortalecida do que a nossa e os seus respectivos PIBs permitem que os dólares que estão sobrando por lá se transformem em capital com retorno a médio e longo prazos nos Estados Unidos.Quando o Brasil envia esses dólares para o exterior certamente está pensando aplicar financeiramente em um país em que a credibilidade é uma das mais sólidas e ainda é a maior economia do mundo, enquanto a China não chega lá, claro; mas faltaria um complemento de outros argumentos que pudesse nos ilustrar melhor as razões e justificativas para que tanto dinheiro brasileiro seja canalizado constantemente para um país que, teoricamente, por ser o mais rico do mundo não precisaria ou não deveria precisar.Enquanto isso, e apesar de todos esses dólares, aqui no nosso Rio Grande do Norte sofremos o impacto direto de políticas comerciais externas protecionistas norte-americanas. Para exemplificar como isso atinge diretamente nossa economia, dois casos são emblemáticos: o camarão e o melão.O melão - e a nossa fruticultura tropical - não consegue concorrer com outros países do Continente pela diferença artificial de alíquotas que prejudicam a produção brasileira, visto que os Estados Unidos aplicam alíquotas de importação mais elevadas para o melão originário do Brasil. De acordo com os produtores da região de Mossoró, se não houvesse tais restrições, teríamos uma "outra Europa", ou seja, dobraríamos nossas vendas externas - em apenas um ano, já a partir da safra seguinte! A carcinicultura, que além da dificuldade cambial interna que afeta sensivelmente as exportações, sofre repetidamente com a ação antidumping promovida por produtores daquele país alegando preços "artificiais" na produção do RN e do Brasil; para complicar, há cerca de 100 dias foi renovada a ação antidumping por mais longos cinco anos, período que ficaremos forçosamente fora do mercado.Não seria hora de barganhar vantagens para o Brasil? Se estamos aplicando tanto dinheiro lá fora - repetindo, são US 211,4 bilhões - bem que poderíamos vincular esses recursos a algumas vantagens comerciais ou, no mínimo, a um equilíbrio mais natural dos aspectos econômicos. O Brasil agradeceria. E o Rio Grande do Norte agradeceria mais ainda, sobretudo se contemplasse a nossa carcinicultura e a nossa fruticultura. Ou você emprestaria dinheiro simplesmente por "emprestar", sem nenhuma negociação?

fonte: tribunadonorte

sexta-feira, 29 de julho de 2011

III Congresso dos Técnicos Agrícolas em Bento Gonçalves/RS

O Diretor do SINTRAF de Santo Antonio, o Sr. Francicarlos no III Congresso de Técnicos Agrícolas no em Bento Gonçalves/RS. Os congressitas além de participarem do Congresso desfrutam das belezas naturais e culturais da Serra Gaúcha.

Obs.: Não percam o Programa Agricultura Familiar em Ação, sábado a partir do meio dia na riojacu87fm.com, estarei ao vivo por telefone direto da Serra gaúcha.




Abertura oficial do III Congresso

Casa da Família Italiana Strapazzone, permanecem nela as origens desde a colonização, aproximadamente desde 1880


Guia Turística na Casa da família strapazzone, falando sua história



No jardim da vinícola Salton


Visita a vinícola Aurora



Visita ao Vale dos vinhedos



Fonte que jorra vinho, de fronte a prefeitura de Bento Gonçalves/RS

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Condraf discute participação da agricultura familiar na erradicação da pobreza

Na sede da Embrapa, em Brasília, nesta terça-feira (26), a FETRAF-BRASIL participou da 46 ª Reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf). Na ocasião foram discutidas estratégias de ações para a implementação do Plano Brasil Sem Miséria.

Durante a reunião, ao abordar três aspectos fundamentais que necessitam de definição, Elisângela Araújo, coordenadora Geral da FETRAF-BRASIL, atentou para a abrangência do Bolsa Verde, a atuação no semi-árido e a juventude inseridos no Plano. .

O Bolsa Verde é uma estratégia do Brasil Sem Miséria que concede R$ 300 a cada trimestre para as famílias que promoverem conservação ambiental das áreas onde vivem e trabalham. Para a coordenadora, essa ação não deve ser restringida à região Amazônica. “Nós temos a caatinga e o cerrado que precisam ser contemplados nesse ponto do Plano”.

De acordo com o mapa de Biomas do Brasil e o mapa de vegetação, lançado em 2004, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o cerrado ocupa a totalidade do Distrito Federal, mais da metade dos estados de Goiás (97%), Maranhão (65%), Mato Grosso do Sul (61%), Minas Gerais (57%) e Tocantins (91%), além de porções de outros seis estados.

Já a caatinga se estende pela totalidade do estado do Ceará (100%) e mais de metade da Bahia (54%), da Paraíba (92%), de Pernambuco (83%), do Piauí (63%) e do Rio Grande do Norte (95%), quase metade de Alagoas (48%) e Sergipe (49%), além de pequenas porções de Minas Gerais (2%) e do Maranhão (1%).Ao todo, são 2.036.448 Km² de cerrado, 844.453 Km² de caatinga.

No que se refere ao semi-árido, “é fundamental que Plano dialogue com a comunidade e as organizações locais para identificar o tipo de tecnologia adaptável ao semi-árido, porque não só a captação de água que atenderá as necessidades. Precisamos de tecnologia para produzir”, disse Elisângela.

“Assim como levar em conta as carências e demandas da juventude no que compete à educação e formação profissional e, definir como será o monitoramento das ações para estabelecermos um desenvolvimento amplo e gradativo em todos os setores do campo”, destacou.


fone: fetrafbrasil


Dilma: Agricultura familiar estruturada é o caminho para a inclusão de famílias


A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (25), em Arapiraca (AL), durante o lançamento do Plano Brasil Sem Miséria – Nordeste, que a agricultura familiar estruturada é o caminho para a inclusão de famílias de agricultores e agricultoras familiares em situação de extrema pobreza. “Queremos transformar a marca Brasil Sem Miséria e agricultura familiar fortalecida numa marca que fará a diferença nas gôndolas dos supermercados. E, se brasileiras e brasileiros se dispuserem a enfrentar e encarar esse imenso desafio que é ultrapassar a extrema miséria em nosso país, eles poderão contribuir escolhendo esses produtos das gôndolas”, afirmou a presidenta.

A oferta de produtos da agricultura familiar nos supermercados foi reforçada durante a visita de Dilma Rousseff a Arapiraca. No início da tarde, a presidenta visitou a Unidade Classificadora e Empacotadora de Farinha de Mandioca da Cooperativa Agropecuária de Campo Grande (Cooperagro), construída com parte dos recursos destinados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para estruturar a infraestrutura produtiva da cadeia da mandioca no Território da Cidadania Agreste (AL). Nesta unidade será empacotada parte dos 12 mil quilos de farinha de mandioca que passarão a ser entregues semanalmente pela Cooperagro, representante da agricultura familiar, a supermercados de Alagoas, conforme acordo assinado nesta segunda-feira.

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À tarde, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, e a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, assinaram acordo que leva às gôndolas do Grupo Pão de Açúcar produtos de quatro cooperativas (Coopercuc - BA; Cooperagrepa - MT; Coopaflora – PR; e Cooperúnica) e uma associação (Pequenos Agrossilvicultores do Projeto Reca de Rondônia). O acordo beneficia mais de 3 mil famílias que produzem palmito de pupunha, doces, compotas e geleias de frutas da Caatinga, ervas aromáticas, condimentares e medicinais, melado de cana-de-açúcar e artesanato. O primeiro pedido, de dez tipos de produtos, vai gerar receita de cerca de R$ 65 mil para os agricultores familiares destas organizações.

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Inclusão produtiva “Estamos avançando na comercialização”, destacou o ministro do Desenvolvimento Agrário. Afonso Florence lembrou que os três eixos do Brasil Sem Miséria - garantia de renda, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos - aprofundam e ampliam as oportunidades de organização e renda para a agricultura familiar brasileira, especialmente no Nordeste, que representa 66,5% da população rural brasileira em condição de pobreza. "O Brasil viveu no último período um processo importante de inclusão com geração de renda. E o Brasil Sem Miséria consolida e aprofunda políticas com foco naqueles que ainda estão fora da dinâmica virtuosa do rural brasileiro", afirmou Florence.

Florence destacou como uma ação para promover inclusão com geração de renda o Programa Água Para Todos, lançado nesta segunda-feira pela presidenta Dilma Rousseff para atender famílias extremamente pobres em áreas rurais do Semiárido. Com investimentos de R$ 756 milhões, o Governo Federal inicia, este ano, a construção de 367 mil cisternas para oferta de água para consumo humano e 600 mil cisternas para a produção de alimentos e criação de animais. “Água e justiça social social correm juntas pelo nosso Nordeste”, reforçou o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho.

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Sementes e assistência técnica O ministro Afonso Florence destacou a distribuição gratuita de sementes adaptadas para 150 mil famílias do Semiárido, conforme termos de cooperação assinados pelo MDA e o MDS e a Embrapa. Esta ação, que beneficia famílias de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais e assentados da reforma agrária atendidos pelo Brasil Sem Miséria, é reforçada pela prestação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) para agricultores e agricultoras familiares em situação de pobreza extrema. Florence anunciou o lançamento dasegunda chamada pública do Plano Brasil Sem Miséria, que vai atender 15.040 famílias em 131 municípios do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. A chamada será publicada nesta terça-feira (26) no Diário Oficial da União.

Redução da desigualdade No encerramento do encontro, a presidenta Dilma Rousseff, referindo-se à pesquisa da Fundação Getúlio Vargas que apontou que 39,5 milhões de brasileiros e brasileiras ascenderam à classe média entre 2003 e maio de 2011, destacou que o Brasil acumulou grandes realizações em um período recente. “Os senhores governadores aqui presentes, todos foram protagonistas dessas transformações, participaram delas”, afirmou a presidenta, ressaltando que o Brasil soube combinar o resgate de milhões de brasileiros com o desenvolvimento do seu mercado interno e com a redução da desigualdade.

Em Arapiraca, foi formalizada a adesão dos estados do Nordeste ao Brasil Sem Miséria. Também participaram do evento os governadores Jaques Wagner, da Bahia; Eduardo Campos, de Pernambuco; Cid Gomes, do Ceará; Ricardo Coutinho, da Paraíba; Wilson Martins, do Piauí; Rosalba Ciarlini, do Rio Grande do Norte; Marcelo Déda, de Sergipe; e o vice-governador do Maranhão, Washington Luiz de Oliveira.

Serviços de saúde Pelo Brasil Sem Miséria, o governo federal amplia e melhora a assistência à população nordestina por meio de serviços básicos de saúde. O plano prioriza a construção de 638 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em 446 municípios. Também serão ofertadas quase dois milhões de consultas oftalmológicas e mais de 800 mil óculos para estudantes. Outra medida é a instalação de 45 centros de especialidades odontológicas e 91 unidades móveis odontológicas, que vão garantir o fornecimento de 476 mil próteses dentárias. Os investimentos somam cerca de R$ 700 milhões.

Em sua visita a Arapiraca, a presidenta Dilma Rousseff também foi acompanhada pelos ministros Wagner Rossi, da Agricultura; Alexandre Padilha, da Saúde; Fernando Bezerra, da Integração Nacional; Ideli Salvatti, de Relações Institucionais; e Helena Chagas, da Comunicação Social.


fonte: www.mda.gov.br

MENSAGEM AO HOMEM DO CAMPO: 28 DE JULHO, DIA DO AGRICULTOR



Por traz do desenvolvimento de uma cidade existe uma força humana no exercício de uma atividade pouco reconhecida, mas de grande importância no dia-a-dia de cada brasileiro. Nem sempre lembrados, eles são responsáveis pela geração de emprego e renda, movimentam a economia e tornam a agricultura competitiva. São os agricultores os responsáveis pelo importante processo de produção de alimentos. O preparo do solo para o plantio, o cuidado com a lavoura, a colheita dos frutos.
Pessoas que não tem horário para trabalhar. Começam no batente muitas vezes antes do amanhecer do dia e encerram as atividades quando o sol já se foi.
Trabalhadores honestos, que muito se esforçam, sem se cansar de lutar por melhorias no campo, sempre em busca de novas alternativas para o aumento da produtividade.
Mulheres, homens e jovens que dia após dia, ano após ano, enfrentando todas as diversidades, cultivando suas terras, produzindo, gerando empregos e riquezas vão construindo, em silêncio, a grandeza de um povo. A singular relação entre o homem e o campo. A paixão pelo que produzem, o orgulho da colheita, numa terra em que tudo se planta e cria.
Valores, que se revelam expressos nas tradições, na cultura e na história. Produtores que empreendem, administram, inovam, que respeitam a terra, que prosperam vendo crescer a vida, em diferentes formas e culturas. Agricultores que buscam conhecimento para aprimorar o trabalho, que se unem para enfrentar as dificuldades, buscam apoio, fazem diferente. Não se deixam abater pelos problemas, ao contrário, seguem em frente no caminho do progresso.
É do suor desses heróis anônimos que sai a energia que movimenta os mais variados segmentos da economia. Graças a eles, temos alimentos em nossas mesas. Os mesmos que produzem o que comemos são os mesmos que também garantem o próprio sustento. Verdadeiros exemplos de vida, responsáveis pelo desenvolvimento do agronegócio. Com o empenho, a determinação e o árduo trabalho de milhares de agricultores, evoluímos cada vez mais, alcançando um pleno desenvolvimento.
O nosso reconhecimento e gratidão a todos que cultivam da terra o pão de cada dia. Uma homenagem do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar de Santo Antonio a todos (as) agricultores (as) de nosso município de Santo Antonio do Salto da Onça.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

AÇÕES DO SINTRAF DE SANTO ANTONIO: HABITAÇÃO RURAL



O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (SINTRAF) de Santo Antonio, nos últimos anos vem trabalhando muito para beneficiar o agricultor familiar de nosso município , no que se refere a habitação.
vejam nossas principais ações apenas na habitação rural:
Conseguimos em parceria com a COOPERHAF/RN (Cooperativa de Habitação dos Agricultores Familiares do Rio Grande do Norte) e a FETRAF/RN (Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte)a construção de 33 casas populares construidas todas na zona rural de nosso municipio , beneficiando assim mais de 30 famílias.
Mas o nosso trabalho não para por aí não, estamos iniciando a construção de mais 20 casas populares em nosso municipio , nas seguintes comunidades rurais de Lagoa dos Bois , Barro Preto e Umburana e estamos com mais 50 propostas de construção de casas, para apresentar a caixa econômica federal , dentro do Programa Minha Casa Minha Vida.Sendo assim estaremos beneficiando mais de 100 famílias de nosso município.
Esse é o trabalho de um sindicato cidadão que visa apenas beneficiar o pequeno agricultor familiar de nosso municipio , mesmo sem termos convênio com prefeitura ou outro órgãos , fazemos um belo trabalho que a nossa comunidade aprova e reconhece.
Portanto contribua com o seu sindicato e se ainda não é sócio, se torne sócio hoje mesmo e venha fazer parte dessa luta sindical em nosso município.
Endereço do Sindicato: Rua Presidente Castelo Branco , n° 44 , Centro de Santo Antonio-RN, fONE: 84 3282-2354
Presidente: José Dário Fortunato da Silva

terça-feira, 26 de julho de 2011

DIRETOR DO SINTRAF DE SANTO ANTONIO E GEÓGRAFO, PARTICIPA DE CONGRESSO EM BENTO GONÇALVES - RS




Entrada da cidade de Bento Gonçalves - RS, na Serra Gaúcha




O Diretor do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar de Santo Antonio e Geógrafo, o Sr. Francicarlos Santos, participará do III Congresso Nacional para técnicos agrícolas em Bento Gonçalves - RS, de 27/07 à 01/08/11. O mesmo estará representando o SINTRAF de Santo Antonio, a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar - FETRAF/RN e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN.

PAUTA DE DISCUSSÕES

MERCADO DE TRABALHO

- Empreendedorismo Rural
- Cooperativas de Trabalho
- Política Salarial
- Crédito Rural (financiamento próprio e projetos)

REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO

- Atribuições Profissionais

• Execução das atribuições
• Novas atribuições

- Formação Profissional
- Fiscalização Profissional

ENSINO AGRÍCOLA

- Currículo Escolar (grades)
- Institutos Federais (descaracterização)
- Escolas Agrícolas Estaduais, Municipais e Particulares


DESAFIOS À PRODUÇÃO DE ALIMENTOS

- Política Agrícola
- Política Agrária
- Política Ambiental
- Assistência Técnica e Extensão Rural

O SINTRAF DE SANTO ANTONIO, PARABENIZA TODAS AS AVÓS PELO SEU GRANDE DIA


Comemora-se o Dia dos Avôs e Avós em 26 de julho. E esse dia foi escolhido para a comemoração porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.

A data da festa de São Joaquim sofreu várias alterações ao longo dos tempos. Inicialmente era celebrada no dia 20 de março, associada à de São José, tendo sido depois transferida para o dia 16 de agosto, para associar-lhe ao triunfo da filha na celebração da Assunção, no dia precedente.

Em 1879, o papa Leão XIII, cujo nome de batismo era Gioacchino (versão italiana de Joaquim), estendeu sua festa a toda Igreja. Finalmente, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima.


HISTÓRIA

Conta a história que, no século I a.C., Ana e seu marido, Joaquim, viviam em Nazaré e não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança. Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida, e eles tiveram a graça de ter uma menina abençoada a quem batizaram de Maria.

Devido à sua história, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas e dos que desejam ter filhos. Maria cresceu conhecendo e amando a Deus e foi por ele a escolhida para ser Mãe de Seu Filho Jesus.

São Joaquim e Santa Ana são os padroeiros dos avôs e avós.



FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_dos_Av%C3%B4s_e_das_Av%C3%B3s


25 de julho, Dia do Agricultor Familiar



Um modo de vida que compreende a importância da preservação ambiental, do respeito à toda forma de vida e espécie existente na terra, da valorização do trabalho que utiliza da terra para prover a alimentação de toda a nação.

Nessa data, não se comemora simplesmente o dia do agricultor familiar, mas dos responsáveis pela alimentação de toda a população brasileira que com sua simplicidade produz mais de 70% dos produtos que compõe a refeição diária dos cidadãos, de um povo que luta incessantemente por melhores condições de produção e de vida no campo.

Ser agricultor familiar não é apenas uma profissão. Significa ser ator político e social na busca pela implementação de um modelo de desenvolvimento sustentável, com a realização da reforma agrária, promoção do Estado social, igualdade entre gêneros, oportunidade de crescimento e investimento nas iniciativas de jovens e mulheres para permanência na terra.

Nos últimos anos, em que o agricultor familiar tem enfrentado os efeitos das mudanças climáticas e, crises que abalam a existência do meio ambiente e a produção de alimentos saudáveis, eles adquiriram maior notoriedade na sociedade.

São referências quando se fala em produção agroecológica e principalmente, por meio da representação da FETRAF-BRASIL, têm conseguido quebrar as barreiras que impediam o desenvolvimento da área rural no país.

Hoje, as inúmeras conquistas obtidas para a agricultura familiar evidenciam-na como importante instrumento de inclusão social e produtiva, com papel estratégico para erradicação da fome e miséria, além de caracterizar-se como importante ator político e social no processo de construção e reformulação das políticas públicas.

Com a participação em programas como o de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), com os R$ 16 bilhões destinados ao Plano Safra 2011-2012, a redução de juros e investimentos ampliados, dentre tantas outras conquistas proporcionam à agricultura familiar condições mais justas de disputar o mercado com o agronegócio.

E isso se deve ao processo de mobilização e construção dos movimentos sociais. Ao olharmos para o passado, o que constatamos é que há 10 anos, a agricultura familiar era marginalizada pelo governo e pela sociedade que desconhecia seu papel. Essa foi a grande luta dos movimentos sociais que, com debate qualificado, conquistou o reconhecimento e respeito enquanto seguimento produtivo.

Atualmente, a grande disputa é ampliar espaço e conquistar o desenvolvimento que priorize um conjunto de políticas públicas específicas para o campo, com acesso à tecnologia e pesquisa voltadas para o fortalecimento da agricultura familiar.

Aos agricultores e agricultoras familiares do Brasil, que trabalham em defesa da vida, da sustentabilidade, da produção de alimentos saudáveis, a homenagem da FETRAF-BRASIL e os votos de força para que com vistas a outro projeto de sociedade, possamos implantar o desenvolvimento sustentável com políticas públicas e legislação adequada para construção de um país melhor e, de um país justo.

Elisângela Araújo, coordenadora Geral da FETRAF-BRASIL

Fernando Mineiro será candidato pelo PT a prefeito de Natal em 2012


Partido dos Trabalhadores (PT) de Natal tem uma resolução clara de candidatura própria, com o deputado estadual Fernando Mineiro concorrendo ao cargo de prefeito da capital potiguar. É o que garante a deputada federal Fátima Bezerra. Em entrevista ao Jornal 96 na manhã de hoje (25), Fátima afirmou que não houve qualquer conversa a respeito de aliança entre o seu partido e o Partido Socialista Brasileiro (PSB), como foi veiculado na imprensa durante a semana passada. A deputada garante que se alguém do PT não defende candidatura própria, não teve coragem até hoje de dizer isso no partido. “Conversei com a ex-governadora Wilma de Faria, sim, sobre as perspectivas do Governo Federal. Com a responsabilidade que temos, enquanto lideranças políticas, precisamos nos preparar com vistas ao pleito de 2012”, disse.De acordo com a deputada, o objetivo do PT no pleito do próximo ano é manter as prefeituras que já são comandadas pelo partido, ao mesmo tempo em que será buscada a ampliação da presença nas câmaras municipais. “É bem provável que conseguiremos sair de três para 10 ou 12 prefeituras no Rio Grande do Norte. É importante ampliarmos a presença do partido nas câmaras municipais e estamos trabalhando nessa direção. Este é o momento dos partidos trabalharem, organizarem seus quadros”, ressaltou.A respeito da eleição de Micarla de Sousa, no pleito de 2008, Fátima comentou que as mesmas forças políticas arregimentadas na ocasião, hoje querem posar como oposição da atual prefeita. E boa parte daqueles que votaram em Micarla agora se dão conta do equívoco que cometeram, fazendo com que o sentimento hoje em natal seja de frustração. “O candidato do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), Rogério Marinho, é um dos grandes responsáveis pela situação em que Natal se encontra hoje. Isso pela ambição desmedida que ele teve”, exemplificou.

Reajustes
A deputada falou também sobre a questão dos reajustes de servidores estaduais, principalmente dos policiais militares e professores. Ela classificou a postura do Governo do Estado, ao negociar com as categorias que promoveram greves no início deste ano, como atrasada e autoritária. “Resumiria da seguinte maneira: faltou sensibilidade, compromisso, habilidade, enquanto sobrou prepotência, arrogância e intransigência”, detalhou. Para Fátima Bezerra, os policiais militares precisam se unir em torno da aprovação da PEC 300, pois para a implantação será necessário que todos os 27 governadores do país concordem. Já sobre o final da greve da educação, sem que os professores tenham conseguido a implantação de um reajuste imediato de seus vencimentos, a deputada federal considera que a postura da categoria foi corajosa. “Os professores voltaram humilhados e digo com muito pesar que se o governo não fizer uma autocrítica dessa postura, temo pelos quatro anos que o governo do DEM (Democratas) estará à frente do RN”, concluiu.

fonte: nominuto

segunda-feira, 25 de julho de 2011

REUNIÃO DO DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PT


O diretório municipal do PT, se reuniu nesta sábado na sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar de Santo Antonio - SINTRAF, estiveram presentes, o Sr. João Dantas, Pedro Inácio, Alex Pontes, João Maria Cabral, Francicarlos Santos, José Dário, Goreth Orrico, Maria das Dores Oliveira, Cristiano, Figueiredo e André Felipe, onde na ocasião discutimos pontos importantes do nosso partido e do nosso município, e das eleições municipais de 2012. Tiremos alguns encaminhamentos e no mês de agosto o diretório estará reunido mais uma vez. Não fique só, seja um novo filiado do PT, e venha fazer parte dessa luta. Procure o diretório municipal e filie-se.